Soneto

maria pessoa----

LUZ QUE INVENTA O RIO

EM LETRAS MADURAS

O mel da areia funde-se no oiro sol;

A flor espreita o luar e beija o mar;

O tempo metaforiza-se ao arrebol

E as borboletas voam escala singular.

As asas que espelham mar longe vão;

Ao vento pela alma de nítido olhar

Deixam à vista o doce coração

Que se quer sentir ao rio pelo seu poetar.

As estrelas somem e vê-se a lua a brilhar;

O tempo cresce-se e a flor toma face de luar;

O rio lê as borboletas que se querem amar.

Amanhã nascerão outras tais doçuras

Que alongam o dia pelas suas fermosuras;

Sol oiro: luz que inventa o rio em letras maduras.

© Maria Pessoa

(pseudónimo)

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